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o mundo quieto

o mundo quieto

Apontamentos #1

É fácil duvidarmos da velocidade do mundo e de quais, afinal, serão os benefícios que encontraremos nela. Os dias pulsam a um ritmo exacerbado. Ainda que tentemos acompanhar a surpreendente quantidade de informação, fingindo por momentos aceitar as regras do jogo, chegará sempre o momento da desistência, uma falta de fôlego de quem corre mais do que verdadeiramente consegue. Não nos espantemos de quem desista do mundo a que chamamos de real. Enumero quem procure campos de retiro, religiosos ou não. Quem abandone as grandes cidades e reaprenda a viver como há três gerações atrás. Ou, em última instância, quem não se mova de onde sempre esteve, mas que mergulhe num isolamento que vislumbra como espécie de última salvação.

Virarmo-nos para um mundo interior, construído à nossa medida, passa de opção a necessidade. Este ruído desenfreado de conteúdos, e por sabê-los muitos deles logros de informação, artifícios que apenas alimentam uma máquina que não pode parar, contraria a nossa necessidade básica da busca do conhecimento. Este é o momento. Desistir do novo conhecimento parece, absurdamente, a solução.

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